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quinta-feira, setembro 16, 2004

Spektrum. 



Ontem, no aniversário do TeCA, o bolo foi apresentado em versão concerto. A escolha do grupo para cantar os parabéns não podia ter sido melhor nem mais hype, Spektrum. Já o local não podia ter sido o mais desadequado, não entendo como se mete um disco como Enter the Spektrum num auditório com cadeiras. Não percebia antes de entrar e confirmei antes de sair.
Quem conhece o trabalho dos Spektrum, deve saber que o que eles fazem, e muito bem, é música para dançar e dançar e dançar.
Ontem à noite e mesmo depois da sugestão do próprio grupo para o público se levantar e abanar freneticamente o corpo, o mesmo público que pagou 15 euros preferiu a pose concerto de música de câmara e permaneceu imóvel e... sentado.
Eles bem diziam que estavam habituados a tocar em clubes. Did you get the message?
Vamos lá ao concerto!
Os Spektrum foram a primeira presença do Hi-TeCa, um festival de música electrónica e projectos intermédia. Outros nomes se seguirão até dia 18, sábado.
Meia hora atrasados, entraram em palco os 4 elementos desta banda. Se a memória não me falha começaram com " Breaker" e foram por ali fora no seu disco de estreia. Para quem não os conhece, Spektrum estão muito próximos de um certo som de Nova Iorque,dos finais da década de setenta a início da de oitenta, conhecido como No Wave.
Eu gosto muito do Enter the Spektrum (Playhouse, 2004) e gostei ainda mais da concretização ao vivo. A vocalista Lola Olafisoye tem uma voz estranha mas deliciosa e é muito enérgica ( nós nas cadeiras é que não).
No final, ficou a sensação de "ainda bem que vim" e a desilusão de não ter podido aproveitar e dançar.


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