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quinta-feira, julho 22, 2004

Cara à banda! 



Ele tinha razão.
Paulo Portas ao falar das futuras performances de Luís Nobre Guedes como Ministro do Ambiente referiu que os seus críticos iam ficar de cara à banda, "como diz o povo", com as surpresas que se advinham.
Eu para já não duvido que vai ser assim com o Governo todo, todinho. Aliás, em menos de uma semana a minha cara não tem deixado esse estado.
No dia da tomada de posse, fiquei de "cara à banda" com a "cara à banda" do próprio Ministro de Estado, da Defesa e ( surpresa das surpresas para todos, todos todos) dos Assuntos do Mar. Espantado, Paulo Portas fez, nos seus discursos cheios de palavreado solto e sem contéudo, o habitual patchwork de justificações. Sim, ele sabia que passava a ter tais competências, mas não sabia que estavam incluídas na designação oficial. Alguém acreditou? Terá este senhor noção do enorme ridículo a que expõe a sua pessoa, o Governo e, o mais importante, a todos os Portugueses.
Ontem, Paulo Portas e Santana Lopes mostraram que a comunicação não é o seu forte. Eu mostrei mais uma vez uma "cara à banda".
Teresa Caeiro era ontem, ao ínicio da tarde e nas palavras do Ministro da Defesa divulgadas pela Agência Lusa, Secretária de Estado Adjunta e dos Antigos Combatentes. Inchado de orgulho, Portas afirmou à nação que era um momento histórico ver uma mulher ocupar um cargo no Ministério da Defesa, um facto engrandecido e justificado pela sua ligação familiar a altas patentes das Forças Armadas.
À mesma hora que Paulo Portas fazia esta comunicação, Santana Lopes decide que Teresa Caiero vai de armas e bagagens para uma outra Secretaria. Uma Secretaria novinha em folha, a das Artes e Espectáculo.
Mais uma vez, Paulo Portas salta para os nossos ecrãs e faz o seu discurso base de tapar o sol com a peneira. Segundo ele, a mudança súbita no cargo de Teresa Caeiro foi a estrondosa descoberta que seria "mais útil na Secretaria de Estado das Artes e Espectáculos". Negando a criação desta secretaria propositadamente para Teressa Caeiro, Portas contra-argumenta: "Perguntem a Bagão Félix qual a competência de Teresa Caeiro. Enquanto secretária de Estado (da Segurança Social) não teve uma única falha". Segurança Social, Defesa e Cultura!? Para quando a Justiça ou a Economia? Esta mulher parece valer mesmo muito.
Fica a dúvida se quem tem na sua família razões de sobra para justificar bom trabalho na Defesa, estará à vontade (loc.interj. designativa da ordem dada às tropas a seguir à ordem de descansar. Dicionário Universal da Língua Portuguesa, Texto Editora, 1995) nos palcos, nos plateaus ou nas tendas deste país.

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