terça-feira, junho 01, 2004
Anúncios saídos do armário.
O meu amigo Nuno lembrou-me hoje de um site que eu já conhecia, mas do qual nunca falei. Nem me lembro como cheguei lá pela primeira vez. Commercial Closet é um site dedicado a anúncios de televisão que visam de captar a atenção dessa figura do Marketing que são os DINK (double income, no kids). Ou seja, os gays ( ou, politicamente correcto, GLBT).
Estão lá os anúncios que já fizeram correr muita tinta, os que já correram muita caixa de correio electrónico e muitos outros que não conhecíamos. Os que são bons, os menos bons. Os que respeitam, os que nem por isso.
Aqui em Portugal, propor um anúncio cujo alvo ou figura central seja parte da designação GLBT é muito complicado. Aliás, se a memória não me falha não há um único com referências claras, objectivas e sem rodeios. Lembro-me que no tempo da Telecel foi feito um para vender uma nova vitaminha, a H. Nesse anúncio, podíamos com algum esforço detectar um casal de homens de mão dada, não fosse o blur usado no tratamento da imagem a visão seria nítida. O certo é que muitos repararam e a tal Vitamina ganhou o epíteto de Vitamina Homossexual.
Podemos até ir mais longe e não pensar exclusivamente na forma ou no conteúdo, não há em Portugal muitos briefings onde se possa ler : público-alvo - homens e mulheres GLBT. Arriscarei dizer que GLBT só aparece quando se trata de causas socias, nomeadamente HIV-Sida. Porque será? Porque não se tenta vender nada a esse grupo? Será que só serve para sensibilizar e responsabilizar? Orçamento a dobrar, sem filhos ( embora esta última parte seja cada vez menos verdadeira) diz , em números, que não.
Noutros países, DINK não é apenas figura de livros teóricos de Marketing Management, é caso prático de como se pode ser comercialmente esperto. Muitos dirão que é mero aproveitamento capitalista. E então?! Não se faz o mesmo com as simpáticas crianças, os gajos bons e as gajas mamudas a saltar à corda? Não se escrevem anúncios inteiros em cirílico ou brasileiro? Por mim, desde que seja bem feito e com respeito, eu assino por baixo e na próxima ida ao banco, ao supermercado ou outro acto qualquer de consumo vou-me lembrar. E publicidade que se recorda é publicidade que é eficaz e que se calhar vende.
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Estão lá os anúncios que já fizeram correr muita tinta, os que já correram muita caixa de correio electrónico e muitos outros que não conhecíamos. Os que são bons, os menos bons. Os que respeitam, os que nem por isso.
Aqui em Portugal, propor um anúncio cujo alvo ou figura central seja parte da designação GLBT é muito complicado. Aliás, se a memória não me falha não há um único com referências claras, objectivas e sem rodeios. Lembro-me que no tempo da Telecel foi feito um para vender uma nova vitaminha, a H. Nesse anúncio, podíamos com algum esforço detectar um casal de homens de mão dada, não fosse o blur usado no tratamento da imagem a visão seria nítida. O certo é que muitos repararam e a tal Vitamina ganhou o epíteto de Vitamina Homossexual.
Podemos até ir mais longe e não pensar exclusivamente na forma ou no conteúdo, não há em Portugal muitos briefings onde se possa ler : público-alvo - homens e mulheres GLBT. Arriscarei dizer que GLBT só aparece quando se trata de causas socias, nomeadamente HIV-Sida. Porque será? Porque não se tenta vender nada a esse grupo? Será que só serve para sensibilizar e responsabilizar? Orçamento a dobrar, sem filhos ( embora esta última parte seja cada vez menos verdadeira) diz , em números, que não.
Noutros países, DINK não é apenas figura de livros teóricos de Marketing Management, é caso prático de como se pode ser comercialmente esperto. Muitos dirão que é mero aproveitamento capitalista. E então?! Não se faz o mesmo com as simpáticas crianças, os gajos bons e as gajas mamudas a saltar à corda? Não se escrevem anúncios inteiros em cirílico ou brasileiro? Por mim, desde que seja bem feito e com respeito, eu assino por baixo e na próxima ida ao banco, ao supermercado ou outro acto qualquer de consumo vou-me lembrar. E publicidade que se recorda é publicidade que é eficaz e que se calhar vende.
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