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domingo, abril 11, 2004

Six Feet Under Revisited. 

Em tempo de Páscoa, este fim-de-semana prolongado caiu que nem uma luva. As coisas aqui no Porto estão um bocado mortiças e ainda bem. Ainda bem porque se pode andar na rua calmamente durante o dia, apanhar sol sem ter que esperar pela cadeira na esplanada e, principalmente, ainda bem porque, à falta de bons motivos para ir para os copos, fiquei em casa a revisitar a primeira série Six Feet Under. Já a tinha comprado há algum tempo, mas como andava entretido com a terceira série, guardei esta para quando as saudades batessem forte. E que saudades eu tinha! Tenho devorado episódio atrás de episódio.
Sublimemente escrita, espantosamente representada. Um mimo para os sentidos. O episódio piloto é de uma graciosidade que magoa.A cena do funeral, em que Nate se recusa a polvilhar o caixão do pai com um objecto que se assemelha a um açucareiro, é linda. Todo o episódio tem uma intensidade dramática que nos deixa suspensos, sem fôlego, quase sem vida cardíaca.
Sempre me encantou o modo como as mortes iniciais davam o mote para o episódio e transformavam a vida daquela familia e de todos os que a rodeiam (acho que esta interaccão foi menos conseguida na terceira série, nem sempre as mortes estavam omnipresentes durante os 50 minutos).
A morte fica muito bem aos Fincher, tão bem que eles usam-na mais para sobreviver do que para viver. Muito mais do que uma fonte de rendimento, a morte é uma lição de vida.
Cada episódio, pelo menos para mim, é um livro que me ensina, uma porta aberta de experiências. Obrigado Senhor Allan Ball.
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