terça-feira, janeiro 06, 2004
Six feet under. Ámen.
O dia que eu sempe odiei mais do que todos os outros, excepção feita ao domingo-à-noite-imediatamente-antes-de-dormir, era a segunda-feira. Que dia chato, muito chato. Primeiro porque já nos separa do fim-de-semana passado, depois porque nos afasta ainda muito do próximo.Uma verdadeira chatice.
Felizmente, houve um dia em que isto mudou ligeiramente. Não falo da totalidade do dia porque só comecei a gostar mais de uma hora em particular, apenas sessenta minutos. E nem era de dia, era já noite cerrada.
À segunda-feira, das 22 às 23 horas, não atendia o telemóvel, não abria a porta, não falava com ninguém e não aceitava visitas de amigos que não comungassem deste meu novo ritual. Era eu e a televisão, era eu e a melhor série do mundo que se chama Six Feet Under. Éramos todos muito felizes na solidão do meu sofá. Eu e os Fisher, a família que vive de e para uma funerária. Todas as segundas, a morte era sempre um novo começo para eles e para mim. Isto foi mais ou menos há dois anos atrás, com intervalo e ressaca de um ano.
Ontem tudo voltou a ser melhor durante uma hora e a morte dá outra vez vida na minha sala.
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Felizmente, houve um dia em que isto mudou ligeiramente. Não falo da totalidade do dia porque só comecei a gostar mais de uma hora em particular, apenas sessenta minutos. E nem era de dia, era já noite cerrada.
À segunda-feira, das 22 às 23 horas, não atendia o telemóvel, não abria a porta, não falava com ninguém e não aceitava visitas de amigos que não comungassem deste meu novo ritual. Era eu e a televisão, era eu e a melhor série do mundo que se chama Six Feet Under. Éramos todos muito felizes na solidão do meu sofá. Eu e os Fisher, a família que vive de e para uma funerária. Todas as segundas, a morte era sempre um novo começo para eles e para mim. Isto foi mais ou menos há dois anos atrás, com intervalo e ressaca de um ano.
Ontem tudo voltou a ser melhor durante uma hora e a morte dá outra vez vida na minha sala.
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