<$BlogRSDURL$>

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Rádio Renascença patrocina ressurreição. 

Não tínhamos dado pelo sua ida, mas está anunciado o seu regresso. Frei Hermano da Câmara tem novo cd à venda e chama-se "VIVO D'ARTE, VIVO D'AMOR". O título confirma pulsação e respiração normais. E, mais tarde ou mais cedo, quem é vivo sempre aparece . Contra isso nada. Agora que viva e cante, é que já me parece ser abuso da sorte.
|

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Saudades. 

Tenho saudades dos Sugus. Não de um Sugus qualquer, nem de um sabor indeterminado. O meu amargo de boca são os Sugus de hortelã-pimenta.
Schuif, schuif! Existiram, fizeram felizes muitos miúdos como eu e, sem aviso prévio, derreteram para sempre das nossa vidas.
Deles ainda me recordo do travo meio picante deixado na língua, da embalagem branca com letras verdes e da foto/ilustração de umas folhinhas dessa hortelã pimenta.
Quando a hortelã nos deixou, os Sugus nunca mais souberam bem. Nem a nossa vida.
|

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Mea culpa! 

Uma pequenina, de quem eu gosto muito, está farta de me chatear com uma incorrecção no artigo "Agora Escolha". Eu não sou muito gajo de ceder logo à primeira. Assim, vários dias depois, asssumo que errei. Os desenhos animados, que davam antes da escolha do Agora Escolha, não eram a "Candy, Candy". Afinal era a "Ana dos cabelos ruivos". Paciência e desculpa às três: à Candy, à Ana e à pequenina.
|

Escada rolante, deslizante e com vista panorâmica! 

Um amigo pediu-me encarecidamente que falasse aqui de um mal que o atormenta: o uso das escadas rolantes.
Num país civilizado, onde as escadas ou tapetes rolantes e a educação andam par a par, o indivíduo quando quer contemplar as vistas ou, simplesmente, não tem pressa, desloca o seu corpinho para o lado direito do mecanismo e deixa livre o da esquerda para ser devidamente ultrapassado. Não conheço nenhum país civilizado onde essa regra não seja quase escrupulosamente cumprida. Lá, entendem que a função da escada/tapete é levar-nos mais rapidamente e sem grande esforço ora para cima, ora para baixo. Os portugueses cedo esqueceram o "rapidamente" e concentraram-se no "sem esforço".
Em Portugal é exactamente aleatório isto dos lados do mecanismo. O português pensa que o melhor é deixar-se levar: "Deixa-me ir aqui sossegadinho, não vá isto avariar e eu cair para a frente" ou, "Estas paredes do metro estão a precisar de uma limpeza. Já não devem ver pano desde o terramoto!" ou ainda " A zara é para cima ou para baixo? Ai que isto vai prós restaurantes e eu não quero comer."
Quando assentam os dois pés é para levantá-los só no final. Deixar passar os que não querem parar é que não vale a pena. Quem tem pressa que vá pelas escadas normais.
|

Zé Chateau Blanc 

Eu sei, eu sei... essa linda portuguesa com quem eu hei-de casar!! Mentira, o que eu sei é que não devia falar do José, ex-manequim feminino, no meu blog. E não deveria fazê-lo por três ordens de factores negativos: não é original, não faz mossa e não há saco.
Ontem, valores mais altos se levantaram. Li, no jornal 24 horas, um relato de um dia na vida de... Zézito(a). Surreal, meus amigos, surreal!
Esqueçam tudo o que aprenderam, façam tábua rasa dos conhecimentos.
O Zé não deixa de nos surpreender. Ele e a sua Lade Betty Agrafostein vivem num mundo à parte. Uma galáxia paralela à nossa que em momentos de buraco negro ( vulgo quarto escuro) mistura uma aula de etiqueta da Bobone com um show no Trump´s.
Passemos aos factos.
Em duas páginas, mais capa, fiquei a saber que José prefere, por razões estéticas, ser fotografado de roupão a esticar o cabelo, do que ser apanhado a fazer a barba. Usa fio dental azul eléctrico e gaba-se disso. No entanto, o que mais me impressionou foi saber que ele não come, finge comer. O pequeno-almoço que vemos o mordomo servir a Zé e Lady B na cama não é tomado, porque ele não come, finge comer. O lombo assado e as batatas fritas, que chegam pelas mãos de dois serviçais, são meros adereços fotográficos porque eles não comem, fingem comer.
Outro dos momentos de grande espanto foi perceber que no Castelo habitam dois seres, um bom e outro mau. O bom não interessa muito para o caso e resume-se mais ao menos a cremes hidratantes e roupas de marca. O mau, meus amigos, o mau é péssimo: o Zé é homofóbico. Verdade. Custa a acreditar, eu sei, mas é a mais pura das verdades. Na semana passada, ele desfilou, pela primeira vez desde 1983( fica a dúvida se roupa masculina ou feminina), na Gala dos Travestis. Até aqui tudo na maior das coerências e das harmonias universais; o seu a seu dono. A confusão gera-se quando Molho Branco diz que o que mais o impressionou foi ver que o São Luiz estava cheio de bichas doidas, bichas que ele nunca tinha visto na vida. Como? Importa-se de repetir? Ainda zonzo, perguntei-me: como é que uma pessoa tão vaidosa e que troca de toilettes tantas vezes ao dia faz para evitar os espelhos?

|

terça-feira, dezembro 09, 2003

Continuação, a despedida. 

Tal como numa casa portuguesa fica bem pão e vinhaça sobre a mesa, também numa despedida entre portugueses ficam bem frases enigmáticas. Há muito que me sinto muito intrigado com o que acredito ser uma despedida tipicamente lusa.
Quem nunca recebeu, em resposta a um adeus ou um até logo, um assertivo "continuação"? Eu sabia! Zero bracinhos no ar.
É mesmo muito dificil evitar levar com um "a continuação" na cara de vez em quando.
Um gajo vai na rua, encontra um conhecido- sim isto é coisa de conhecidos- e, palavra puxa palavra, começamos a desabafar. Um gajo queixa-se da vida, que anda teso, que a idade não perdoa, que foi trocado, que a empresa fechou, que o cão morreu, que apanhou pé-de-atleta, que isto e que aquilo. O conhecido vai dizendo que sim. Desabafos terminados, preparamos a despedida. E o que acontece quando nos despedimos? Pois é isso mesmo, levamos com a "continuação”. A continuação de quê, perguntámos nós aos nossos botões. A continuação do pé-de-atleta? A continuação de ser encornado? Continuação de fundo de desemprego?
Eu por mim, despeço-me por hoje. Para todos vós, a continuação.

|

This page is powered by Blogger. Isn't yours?